Primos separados na luta política e pelo legado familiar

A senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE) e o ex-prefeito do Recife, João Campos, presidente nacional do PSB, já andam às turras para definir quem herda o prestígio político em Pernambuco
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Eleita senadora na chapa em que estava o primo, João Campos, derrotado em primeiro turno na disputa para o governo do estado (a vitoriosa foi a reeleita Raquel Lyra), Marília Arraes sairá do PDT caso o partido consume a Federação com o PSB. Ela não admite ficar sob a batuta política do primo, com quem briga desde a eleição municipal de 2020 – os dois disputaram o segundo turno no Recife, João venceu, contudo, as bombas caseiras nunca foram totalmente desativadas. Marília teve como parceiro de chapa Humberto Costa (PT), reeleito senador nas urnas de 4 de outubro, e está construindo com ele um provável caminho de volta ao Partido dos Trabalhadores. Caso esse regresso se consume, todos os senadores pernambucanos serão petistas – a terceira senadora do estado é a líder do governo Lula, Tereza Leitão. Com essa força no Congresso, tendo ainda na Assembleia Legislativa a liderança do ex-prefeito do Recife, João Paulo Lima e Silva (2000-2008), o PT se posiciona para disputar a prefeitura da capital pernambucana e tirá-la do controle do PSB. Raquel Lyra (PSD) assiste à disputa de camarote, mas não em silêncio obsequioso – ela tem excelente relação com Humberto, João Paulo e Tereza e reconstrói pontes com Marília.

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