Tarifaço dos EUA: esse filme já vimos antes

Se eles querem erguer muros, nós construiremos pontes para o resto do mundo

O governo dos Estados Unidos, de maneira unilateral e ignorando as negociações e as evidências apresentadas pelo Brasil, oficializou tarifas de 25% sobre uma vasta gama de produtos brasileiros. É bom que se diga: esse protecionismo busca desindustrializar ainda mais o Brasil. É uma estratégia para que voltemos ao papel de meros fornecedores de matéria-prima, condenando-nos a exportar o suor da terra para importar o valor agregado estrangeiro. A esse filme nós já assistimos, e o triste final é conhecido por qualquer estudante de história econômica brasileira.

Sempre que o Brasil ensaia um salto de complexidade produtiva, as barreiras se levantam. Quando taxam nossas máquinas e equipamentos – setor que destina 26% de sua exportação aos EUA –, não estão apenas encarecendo um produto. Estão desestimulando o investimento em inovação, em centros de pesquisa e em empregos de alta qualificação em solo nacional. A indústria, que representa 23,4% do PIB nacional segundo a CNI, é o setor que agrega valor, que encadeia cadeias produtivas, que transforma matéria-prima em dignidade.

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