Por estes dias, completaram-se 10 anos do impeachment de Dilma Rousseff. Naquele conturbado 2016, ela cunhou uma frase para a História: “Não acho que quem ganhar ou quem perder vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”. Desde então, a perda parece ter se transformado numa espécie de sina e projeto de nação.
Nos anos que nos separam do lamentável episódio do impeachment, perdemos mais de 700 mil vidas para uma pandemia, perdemos qualidade no debate político, perdemos direitos trabalhistas, perdemos leitores, perdemos a vergonha de sermos racistas, homofóbicos, aporofóbicos (fobia à pobreza), violentos contra crianças e mulheres.