Transformar o medo em promessas de impacto não constrói política de segurança

Para as correntes progressistas, o desafio é reconhecer a urgência de quem vive sob ameaça

A eleição de 2026 tem a segurança pública como um de seus temas centrais e oferece aos eleitores uma oportunidade para cobrar respostas concretas dos candidatos. Sabemos que transformar o medo das pessoas em promessas generalistas como guerra ao crime ou aumento de penas e de presídios não constitui, por si só, uma política pública. Ao contrário, só leva o eleitor ao engano, retroalimenta o medo e torna mais difícil a construção de soluções sustentáveis. Se queremos um debate maduro, a pergunta decisiva não deve ser quem é mais duro ou mais brando com o crime, mas como cada presidenciável trabalhará para reduzir a violência, proteger vítimas e enfraquecer organizações criminosas.

A agenda eleitoral Brasil em Ação pela Paz, iniciativa do Instituto Sou da Paz, articula a valorização profissional, investigação, tecnologia e cooperação institucional, e destaca cinco prioridades que devem nortear a análise dos planos de governo apresentados: valorizar as polícias, enfrentar o crime organizado, reduzir roubos, proteger meninas e mulheres e retirar armas ilegais de circulação.

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