PixBet e PixStar, além da Bet da Sorte, patrocinam 17 clubes

Da 1ª à 4ª divisão do futebol brasileiro, equipes sentirão no caixa a falta de irrigação da arrecadação das apostas esportivas administradas pelas bets que receberam a PF sexta-feira

Corinthians, Flamengo, Vasco, Cruzeiro, Santos, Grêmio, Juventude, América Mineiro, Guarani, Ituano, Avaí, CSA, CRB, Goiás, Náutico, Paysandu e Ponte Preta têm como patrocinadores-master empresas bet penduradas no guarda-chuvas de dependência da PixStar, PixBet e de sua subsidiária Bet da Sorte. Na última sexta-feira a Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, passou a rastrear provas da existência de um esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal ligado à exploração de apostas esportivas e jogos de azar. A ação mira movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 2 bilhões ocorridas entre 2022 e 2025, resultando em uma ordem judicial de sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão de pessoas e empresas ligadas à PixBet e PixStar. As investigações apontam que as duas empresas movimentavam dinheiro e ocultavam a origem e o destino final dos recursos obtidos ilegalmente com os jogos. O advogado e empresário Nelson Wilians (fundador do escritório NWADV) é investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de atuar como o operador financeiro do grupo criminoso. A PF apura se ele utilizava sua estrutura jurídica e empresarial para ocultar e blindar os bens obtidos de forma ilegal pela casa de apostas.

 

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