Não esqueçamos de Gaza

Ainda há tempo para que a solidariedade humana salve os sobreviventes palestinos

Mark Perlmutter, judeu-americano, é cirurgião ortopédico e trabalhou em vários hospitais da Faixa de Gaza durante o genocídio em curso. Recentemente, ele relatou ter testemunhado o momento em que dois soldados israelenses enterraram vivas duas crianças palestinas. O médico ouviu os gritos das crianças, debaixo da terra, até elas se calarem e morrerem.

A denúncia, além de dolorosa e profundamente revoltante, apesar de monstruosamente real, é também uma metáfora. Quem escutou os gritos dos palestinos por justiça, por humanidade, por direito à vida? E quem ouve, faz o que com essa angústia, com esse desespero?

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