Antenas wi-fi do bolsonarismo: superfaturadas e não funcionam

A reportagem do ICL esteve em sete localidades onde foram instalados pontos de internet pelo Instituto Conhecer Brasil: em nenhum deles há sinal ativo

Na terça-feira da semana passada, a fim de estruturar apuração para um documentário que está em edição no ICL, a reportagem da Reserva Exclusiva estava em sete unidades municipais de ensino da Prefeitura de São Paulo nas quais devia ser ofertado sinal gratuito de internet banda larga pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, dona também da produtora GoUp que advoga para si a produção executiva de Dark Horse, a hagiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e sentenciado por tentativa de golpe de Estado. Não havia sinal wi-fi em nenhuma das unidades administradas pelo ICB visitadas pela revista Liberta.

Karina Ferreira da Gama celebrou com a prefeitura de Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo um contrato de R$ 108 milhões, depois aditado para fechar em R$ 157 milhões, a fim de colocar cinco mil pontos de internet banda larga em instituições públicas municipais de ensino. Investigações do Ministério Público paulista já determinaram que ao menos 1,8 mil desses pontos nunca operaram. Sabe-se também, pelo MP estadual, que R$ 26 milhões foram desviados do caixa do ICB para outra finalidade. Agora, descobre-se que onde devia haver internet de graça para os cidadãos e estudantes, disponibilizada por meio do contrato milionário firmado entre Karina Ferreira da Gama e Ricardo Nunes, não há sinal de wi-fi.

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