Geni e o Zepelim é alegoria de ‘Neymar e o Italiano’

Ensaio para entender a alma de quem naturaliza a presença de ex-jogador numa Copa

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada

Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato

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