Nas últimas semanas, você deve ter sido impactado por pelo menos um vídeo de norte-americanos comentando a vitória de Lula contra a extrema direita nas urnas. Progressistas, influenciadores digitais, políticos e artistas conhecidos internacionalmente incentivaram os democratas e parabenizaram os brasileiros. “Acho que nós ainda não conseguimos digerir totalmente o que vocês fizeram. Foram pessoas se recusando a desistir do futuro. Recusando a desistir da democracia”, disse uma influenciadora. Depois, vieram as hashtags. #EUADidTheL (EUA Fizeram o L, em tradução livre), #TheBolsonarosEffect (“O Efeito Bolsonaro”), #VoteLikeaBrazilian (“Vote como um brasileiro”). O ativista político e criador de conteúdo Isaiah Martin foi quem puxou a última mobilização nas redes. “Vote como um brasileiro hoje!!!!!! EXPLODE!!!!!”, publicou, em alusão ao bordão do deputado federal André Janones.
Nas redes, perfis de apoio aos democratas divulgaram recomendações digitais à la Exército do Lula, com orientações para que o público evitasse interações com conteúdos do movimento MAGA (Make America Great Again, Faça a América Grande Novamente), a ala mais radical do partido de Donald Trump. Janones foi até perfilado pelo New York Times, descrito como “o provocador digital que ajudou a impulsionar o retorno de Lula“, com discursos de mobilização de rua e organização de milhões de brasileiros online. Após a virada de Lula, o deputado já esteve na Argentina para falar sobre estratégia de redes com setores ligados ao kirchnerismo, que querem derrotar Javier Milei nas urnas no ano que vem. O “Exército do Peronismo” foi lançado na mesma noite da vitória política no Brasil.