Desde o final do primeiro turno, no dia 4/10, vivemos num tempo, se não suspenso, certamente unidirecional: nossa atenção encontra-se exclusivamente concentrada no próximo domingo, 25 de outubro. Como se todos fôssemos adeptos involuntários de uma seita milenarista, a redenção ou o apocalipse têm data marcada – e, aqui, a profecia não falhará. Pela primeira vez, as “míticas 72 horas”, definidoras da dissonância cognitiva bolsonarista, deixarão de ser uma promessa vazia.
Fiel à lógica binária da operação do algoritmo, só há duas alternativas: o presidente Lula será reeleito ou Flávio Bolsonaro será o novo presidente do Brasil.