Um desafio atormenta os analistas políticos mais conceituados: como entender que, apesar de um dilúvio de escândalos, de uma miríade de áudios, fotografias e prints de conversas comprometedoras, Flávio Bolsonaro segue sendo competitivo, pelo menos de acordo com as pesquisas eleitorais. Como compreender essa incomum resistência?
No afã de obter uma resposta, não são poucos os analista que encontram qualidades inesperadas no filho de capitão; afinal, se não fosse assim, como explicar sua posição na corrida eleitoral? Houve mesmo quem atribuísse a Flávio, o Breve, uma habilidade rara: contra ele nada “cola”. Não importa o tamanho da revelação da nova devassidão, libertinagem, corrupção, até obscenidade; nada parece afetar a trajetória do candidato.