Eventual eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República não significaria o fim da democracia brasileira. Ele chegaria ao poder por meio do voto, dentro das regras constitucionais, e em princípio teria de governar submetido aos limites estabelecidos pela Constituição.
Mas é legítimo perguntar que consequências poderia ter para a democracia brasileira, reconquistada a duras penas após 21 anos de ditadura militar, a chegada ao Planalto de um político cuja trajetória está estreitamente vinculada ao bolsonarismo. E, sobretudo, à maneira como esse movimento passou a se relacionar com as instituições republicanas.