Lote 14, Praça dos 3 Poderes: faroeste caboclo no STF

Fachin agenda duelo que Renato Russo descreveu em música meio século atrás; Moraes e Mendonça se enfrentam no plenário

Duelo marcado em Brasília. Dia, hora, rinha certa e transmissão pela televisão. Terça-feira, 15 de setembro de 2026, 10h, plenário do Supremo Tribunal Federal, sessão extraordinária convocada pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, para decidir se a Polícia Federal pode investigar o ministro Alexandre de Moraes a partir do relatório que o colega André Mendonça mandou policiais de sua confiança confeccionarem com informações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A TV Justiça vai mostrar tudo, ao vivo, como a emissora da magistral canção-crônica relatou a multidão aglomerada no Lote 14 de Ceilândia para ver dois homens se matarem. Renato Russo compôs Faroeste Caboclo em 1979, aos 19 anos, numa Brasília que estava sob o jugo da ditadura. A capital ainda era conhecida pela proverbial poeira vermelha do entorno, as cidades-satélite. Só a gravou oito anos depois, em 1987. Uma faixa de nove minutos do compacto memorável Que País É Este. Quase 40 anos antes, antecipava o roteiro da mais aguda crise da história do Supremo. A definição, grave, é dos 13 ex-ministros que assinaram a carta aberta a Fachin na noite de 7/9.

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