‘Ele é um de nós’

A crise no STF, a reunião das direitas e a disputa pelo Senado

Desde 1994, nenhum sentimento determina de maneira tão persistente o comportamento do eleitor brasileiro em eleições presidenciais quanto o antipetismo. Mudaram seus porta-vozes, suas agendas e sua composição social, mas o PT permaneceu como o principal polo em relação ao qual a direita construiu sua identidade eleitoral.

Jair Bolsonaro é um marco nessa história. Ele deu ao antipetismo algo que este havia perdido depois da chegada do PT ao governo e, sobretudo, da reorganização social do voto a partir de 2006: capacidade de disputar as classes populares e, com isso, voltar a produzir maioria eleitoral nacional. A direita continuava forte entre as elites econômicas, no Congresso e nos governos subnacionais, mas tinha dificuldade crescente de reunir esses segmentos a um eleitorado popular, que havia passado a votar majoritariamente no PT nas eleições presidenciais.

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