Ouço ecos do amanhã, e o amanhã será trágico

A Liberta advertiu semana passada: democracia ou barbárie. A maioria dos eleitores preferiu seguir com os bárbaros; 33 milhões lavaram as mãos

O Congresso eleito no último 4 de outubro não desmentiu o vaticínio de Ulysses Guimarães: “Está achando esse Congresso ruim? Espere o próximo”, profetizou o Senhor Constituinte antes de morrer, em 1992, ante um interlocutor que não via muitas qualidades no Parlamento, onde a coragem venceu o medo (e a chantagem) ao cassar o primeiro presidente eleito depois de 21 anos de ditadura militar. Fernando Collor de Mello sofreu impeachment por ter mentido na campanha e confiscado a poupança dos brasileiros; também pelo encastelamento de seu tesoureiro dentro da máquina de fazer negócios do governo.

Collor e Paulo César Farias, seu tesoureiro de patranhas para além das campanhas, fez tudo o que fez com o beneplácito da mídia tradicional de então – muito mais forte do que as ruínas do antigo tradicionalismo midiático ora vigente. Os jornalistas daquela geração de ouro das corporações midiáticas do início dos anos 1990 conferiam brilho e arrogância aos veículos nos quais trabalhavam.

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