O movimento de mulheres entrou nestas eleições afirmando que essa não era uma eleição qualquer, nem para o povo brasileiro, nem para a América Latina e o Caribe. Enfrentamos uma extrema direita profundamente misógina e articulada internacionalmente, num momento em que a ofensiva e a ingerência dos Estados Unidos em nosso continente são escancaradas.
A vitória popular no segundo turno foi linda e histórica. Viramos o jogo com a força da mobilização popular, uma mobilização intergeracional. Foi a juventude que se levantou e reagiu, com um repertório diverso de formas de articulação e convocação, que escapa das tradições das organizações de esquerda. Foram as pessoas idosas e quem mora mais longe de onde vota que reduziram a abstenção.