Ricardo Alban, pequeno industrial baiano que assumiu a presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2023, é uma lástima como liderança do setor. Quando chegou ao posto, repousava sobre sua cabeça uma aura de esperança – afinal, chegava do Nordeste, levava para Brasília a amizade pessoal com o então ministro da Casa Civil, Rui Costa, além de ótima relação com outros baianos estrelados como o senador Jaques Wagner e aquele que depois seria o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira. Porém, Alban não “farmou aura” na cadeira. É um Zé Ninguém no necessário processo de modernização da cultura, das expectativas e das práticas empresariais brasileiras.
Josué Gomes da Silva, grande industrial mineiro que foi obrigado a pedir a recuperação judicial de seu conglomerado têxtil enquanto exercia a presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), devolveu as chaves da pirâmide da Avenida Paulista (icônica sede da federação) para o não-industrial Paulo Skaf. Arremedo de empresário, Skaf é um capataz de massas falidas, que viu na prática do arrivismo de sindicatos patronais um caminho para forjar o próprio nome na carcomida cena privada nacional. Tentou alçar voos próprios como candidato a cargos públicos e nunca obteve sucesso, graças a Deus e à parcela ajuizada do eleitor paulista.