Camilo Santana é hoje o foco de elogios e de admiração de Lula

Ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação deixou a Esplanada para pacificar a chapa de Elmano de Freitas e conseguiu: até convenceu Cid a ficar contra Ciro

A pacificação da centro-esquerda cearense em torno da reeleição de Elmano de Freitas tendo o senador Cid Gomes (PDT-CE) na chapa como candidato à reeleição e se posicionando contra o irmão, Ciro Gomes (PSDB), que antagoniza com Freitas na disputa pelo governo local tem rendido calorosos elogios do presidente Lula a Camilo Santana, ex-ministro da Educação. Caso as urnas de outubro sacramentem as reconduções do governador do Ceará e do presidente da República para novos mandatos à frente dos cargos, Santana não retornará ao ministério da Educação. Seu destino será o Palácio do Planalto, à frente da Articulação Política, ou mesmo a disputa da presidência do Senado (onde tem mais quatro anos de mandato) caso a base governista inverta a tendência atual e consiga eleger de forma surpreendente uma maioria progressista de senadores.

Camilo Santana tem sido braço direito e esquerdo de Lula e do presidente nacional do PT, Edinho Silva, na composição de palanques de centro-esquerda no Nordeste e mesmo no Distrito Federal e em Goiás. Hábil negociador, gestor experimentado nos oito anos de mandato de governador do Ceará e socialmente afável, o ex-ministro da Educação se comporta como um equilibrista nas disputas internas do Partido dos Trabalhadores. Ele começou a vida pública no PSB. Até hoje o pai dele, Eudoro Santana, controla o diretório cearense dos socialistas. Tamanho diapasão ideológico e a disposição para o diálogo fizeram o presidente da República despertar para a liderança em ascensão de Camilo dentro do PT.

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