Há um ano, quando Cabo Verde se classificou de forma inédita para uma Copa do Mundo, foi no Estádio da Várzea, na cidade de Praia, que a bandeira nacional tremulou. O local não poderia ser mais simbólico. Havia sido ali, 50 anos antes, que a mesma bandeira seria hasteada, marcando a independência do novo país e o fim do colonialismo português.
Naquele momento, Cabo Verde não tinha uma seleção e, com apenas alguns poucos habitantes espalhados por dez ilhas vulcânicas, jamais imaginou que estaria disputando um torneio de dimensões globais.