José Luiz de Oliveira Lima, o “Juca”, e Antônio Carlos de Almeida Castro, o “Kakay”, foram grandes amigos no passado e até tinham clientes em comum na área criminal. Contudo, ainda durante o processo de defesa de um deles, o ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), os dois brigaram inapelavelmente. Isso se deu entre 2009 e 2010, ainda na construção da defesa do petista à Ação Penal 470, antes de o então ministro-relator do STF, Joaquim Barboza, apresentar a denúncia que seria julgada em plenário. Nunca mais voltaram às boas e em pelo menos duas oportunidades ambos mudaram de direção nos restaurantes brasilienses.
Um amigo comum de ambos que atua na gestão de crises de reputação deixou escapar, certa vez, que o cerne da discórdia eram valores de honorários. Agora, os dois se reencontram no rol do escândalo do Banco Master e seus abastados personagens. Juca é o advogado que coordena as delações premiadas de Daniel Vorcaro e de João Carlos Mansur, ex-controladores do banco liquidado em novembro do ano passado e da operadora REAG, liquidada em janeiro desse ano. Kakay é o coordenador do que chama de “defesa técnica” do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do senador piauiense Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.