André Mendonça é a síntese do pior de Joaquim Barbosa e Sergio Moro

De Barbosa, o juiz que virou ator político. De Moro, a fronteira rompida entre Justiça e poder. Mendonça reúne os dois legados.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), é a síntese de duas deformações que o Brasil aprendeu a conhecer nas últimas duas décadas. Tem algo de Joaquim Barbosa, o ministro transformado em personagem político sem precisar abandonar a toga. E tem algo de Sergio Moro, o juiz que descobriu que decisões judiciais podem interferir decisivamente no jogo político.

A trajetória de Mendonça, por sinal, ganha força a partir de Moro. Em abril de 2020, o juiz da Lava Jato deixou o governo acusando Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. Disse que o presidente queria trocar o diretor-geral da corporação sem apresentar uma causa para isso e que buscava alguém com quem pudesse ter contato pessoal e obter informações. Quatro dias depois, Bolsonaro nomeou André Mendonça como ministro da Justiça.

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