Loterj ainda resiste à faxina ética de Couto no Rio

Presidente da estatal Loterias do Rio de Janeiro, Fabíola Esteves, leal a Flávio Bolsonaro, assumiu o cargo em março antes de Castro renunciar e é indicação do PL

A Loterj arrecada entre R$ 170 e R$ 200 milhões por mês com apostas bet nas casas de apostas estatais Rio de Janeiro. Todas as apostas que são feitas dentro do ambiente das bets fluminenses têm de ser pagas por uma única plataforma de meios de pagamento – a PIXs – que é privada e teve a sua diretoria montada a partir de uma ex-funcionária do escritório de advocacia de um amigo-irmão do senador Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz. Fabíola Esteves, ex-funcionária de diversas secretarias de ministérios no período de Jair Bolsonaro na presidência da República era vice-presidente da estatal lotérica desde fevereiro de 2023 e assumiu a presidência da Loterj em março deste ano ainda sob o mandato de Cláudio Castro (inelegível pelo TSE e investigado em outras ações que tramitam no STF). Ela foi indicada diretamente pelo Partido Liberal, a partir de uma negociação entre Valdemar da Costa Neto e Castro.

Desde que assumiu interinamente o cargo vago de governador do estado, por determinação da Justiça Eleitoral, o desembargador Ricardo Couto já demitiu mais de 4 mil funcionários públicos comissionados em 69 órgãos da administração direta e projeta uma economia de R$ 5 bilhões para os cofres públicos. Estimando que ainda permanecerá na cadeira de governador por mais 60 dias, pelo menos, ele já calibrou a mira para a presidência da Loterj: não manterá o atual estado de coisas na indicação política, sobretudo porque todos os indicados pelo PL para diretorias e cargos de primeiro escalão no Rio ou já foram demitidos, ou perderam seus postos a partir de investigações em curso.

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