Ex-prefeito do Recife que enfrenta uma dura campanha a governador de Pernambuco para a qual largou em segundo lugar nas pesquisas pré-eleitorais, João Campos teve de admitir internamente que teme uma eventual derrota da chapa Hernando Haddad/Márcio França em São Paulo. Caso fique sem o mandato de vice-governador em 2027, e mesmo que aceite novos convites para assumir ministérios num quarto mandato do presidente Lula, França brigará pelo controle do diretório nacional do PSB.
Em 2014, antes de deixar o governo de Pernambuco para se candidatar à presidência, o pai do ex-prefeito, Eduardo Campos, travou intensa e vitoriosa com o mesmo França e pelo mesmo motivo: o controle do Partido Socialista Brasileiro. Como o diretório pernambucano sempre foi o mais forte e mais amplo dentro do colegiado partidário, os Campos venceram lá atrás e conservaram o poder interno. Agora, a história é outra. Tabata Amaral, deputada socialista eleita por São Paulo, é mulher de João Campos e por isso enfrenta reações de oposição entre os paulistas. A ex-ministra Simone Tebet negociou a mudança para São Paulo e a candidatura ao Senado pelo estado com França e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que delega ao amigo Márcio França todas as missões consolidação partidária em território paulista.