Brasília é a capital do poder. É daqui que saem as decisões sobre o destino de bilhões de reais em dinheiro público, inclusive os recursos que, em tese, deveriam enfrentar desigualdades históricas e ampliar oportunidades para quem vive nas periferias do país.
Mas foi justamente a poucos quilômetros do Congresso Nacional, entre a Estrutural, Taguatinga e Ceilândia, que comecei a enxergar com mais nitidez a perversidade de um sistema em que o discurso da inclusão convive com o abandono mais elementar e em que parlamentares tentam se eximir da responsabilidade sobre o dinheiro que escolhem destinar.