Dudu da Fonte, do PP, desequilibra em Pernambuco

Candidato ao Senado, cria política de Severino Cavalcanti e ex-genro de Carlos Wilson, deputado fecha com PSD de Raquel Lyra e tira de João Campos (PSB) capilaridade no interior

Um dos mais experientes parlamentares em atividade na Câmara, o deputado federal Dudu da Fonte (PP-PE) estreou na política como chefe-de-gabinete de Severino Cavalcanti e tendo por abre-alas em Brasília o sogro, Carlos Wilson Campos, então senador por Pernambuco. Tendo realizado campanhas para os dois, Dudu da Fonte aprendeu todos os caminhos do interior do estado na caça aos votos. Desde a criação das emendas impositivas de parlamentares ao Orçamento da União, converteu-se no mais eficaz distribuidor de recursos federais para municípios pernambucanos. Isso lhe ampliou a entrada franca em muitos gabinetes de prefeitos e o tornou protagonista cobiçado em palanques majoritários.

Em 2026, Dudu da Fonte quer subir de patamar no Congresso, elegendo-se senador. Por ao menos dois anos, cozinhou em fogo brando a possibilidade de apoiar ora a reeleição de Raquel Lyra (PSD), ora João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife. Agoniado por fechar sua chapa com o PT de Humberto Costa (candidato à reeleição) e com ao menos uma mulher em posto majoritário (a prima Marília Arraes, do PDT, candidata a senadora), Campos queimou a largada no que havia prometido a Dudu da Fonte e fechou seu palanque com PT e PDT e 100% focado na Região Metropolitana do Recife. João Campos tem escassa inserção tanto no Agreste, quanto no Sertão de Pernambuco. O deputado do PP lhe garantiria vários e valorosos palanques no interior, região onde se concentram 58% dos eleitores estaduais. Este é o nó da disputa pernambucana, onde o pêndulo se chama Dudu da Fonte.

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