PGR investiga a conexão de fundos e fintechs com o crime organizado desde 2020

A pandemia por Covid-19 e o desmonte da Operação Lava Jato retardaram e desmobilizaram ações de procuradores que teriam evitado o avanço de PCC e CV na Faria Lima

Por dever de ofício e em razão dos cargos que ocupam na estrutura da Procuradoria Geral da República, subprocuradores-gerais que auxiliam o procurador-geral, Paulo Gonet, reabrem aos poucos e cautelosamente um acervo de informações e investigações inconclusas que poderiam ter antecipado em alguns anos a descoberta de conexões entre os mecanismos de lavagem de dinheiro das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) e as fintechs e os fundos de investimento cujos cérebros estão sediados no centro financeiro do país, a Avenida Faria Lima (São Paulo).

Entre os anos de 2020 e 2021, em razão das urgências operacionais demandadas pela pandemia de Covid-19 e pelas ilegalidades que vinham sendo reveladas em ações da Operação Lava Jato, foram paralisados os entrecruzamentos de contas e investimentos que ocultavam a origem de recursos e dispersavam a atenção de órgãos de controle. Em 2022, a PGR chegou a rascunhar acordos de cooperações internacionais de investigação com nações europeias (o “EuroJust”) e com países integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA).

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