O piloto de aeronaves executivas Mauro Mattosinho se filiou ao PSB e pretende ser candidato a deputado federal por São Paulo em outubro desse ano. Por entender que o partido não iria apoiá-lo em sua pretensão eleitoral, ele decidiu deixar o PSOL. Estava vinculado ao partido desde antes de se tornar fonte central de depoimentos que conduziam à confirmação das relações suspeitas entre o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, e o vendedor de seguros Antônio Rueda, presidente do União Brasil, a personagens ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital e investigados na Operação Carbono Oculto (precursora da Operação Compliance Zero).
No ano passado, Mattosinho deu uma entrevista exclusiva ao ICL Notícias em que contou que pilotava jatinhos para Beto Louco e Primo, dois empresários do ramo de combustíveis suspeitos de liderar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Em depoimento à PF, ele afirmou que viu Beto Louco de posse de uma sacola de papelão na qual se escondia dinheiro que seria entregue ao senador Ciro Nogueira (PP). Matosinho afirmou que, se eleito, lutará por projetos que aumentem a transparência no setor de aviação executiva.