O ex-deputado João Caldas, presidente do partido Democracia Cristã que na última semana trouxe de volta para a cena política nacional o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, criando o factoide de uma eventual candidatura presidencial, está às turras com o filho, JHC (João Henrique Caldas), ex-prefeito de Maceió e candidato a governador de Alagoas. Aldo Rebelo, ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff, ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-secretário de Ricardo Nunes em São Paulo, era o pré-candidato da DC até a invenção da “candidatura Barbosa”. JHC, que nunca pôs fé num nome do minúsculo DC para disputar a presidência, implorou para que o pai não rompesse com Rebelo, pois dizia conhecer o potencial destrutivo de denúncias do ex-presidente da Câmara contra suas pretensões alagoanas. João Caldas não atendeu aos apelos do filho. Agora, com todos rompidos entre si, JHC não atende mais os telefonemas do pai e fala mal dele em todas as biroscas e feiras livres as quais frequenta na tentativa de se eleger governador do estado.
Aldo Rebelo gravou um vídeo e o postou em suas redes sociais denunciando ter sido afastado da campanha presidencial porque se recusou a silenciar contra um suposto esquema de desvio de aplicações financeiras da MaceióPrevidência, o plano de aposentadoria dos funcionários públicos da capital alagoana, em fundos administrados pelo liquidado Banco Master. Enquanto prefeito de Maceió, JHC de fato determinou à empresa pública municipal de previdência que aplicasse R$ 400 milhões em fundos do Master. O dinheiro, que faz falta para os aposentados maceioenses, está preso na liquidação do ex-banco de Daniel Vorcaro. Em sua gravação, Rebelo sugere que “o novo candidato da DC”, Joaquim Barbosa, faria vistas grossas ao capítulo alagoano da quebra do Master.