Buraco da REAG é sobre R$ 100 bilhões dos R$ 350 bi que administrava

Operadora de João Carlos Mansur tinha fundos de três naturezas – os próprios, originais; os de parceiros e aqueles administrados pelos parceiros. Rombo está na última categoria
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Ao ser liquidada, em 16 de janeiro de 2026, a REAG DTVM administrava uma carteira de R$ 350 bilhões em fundos. Eles estavam reunidos em macrogrupos diferentes. A distribuidora de títulos e valores mobiliários original, tocada em última instância por João Carlos Mansur, com R$ 210 bilhões em carteira. Basicamente ali estavam os fundos considerados problemáticos pelas autoridades liquidantes. Uma segunda e menor parcela de R$ 40 bilhões eram fundos de sócios e parceiros definidos como “adquiridos” – operadores que se associaram à REAG e seguiram tocando seus negócios como minoritários – contra os quais nada foi encontrado nas investigações. Por fim, a terceira e efetivamente turva relação de fundos que somam R$ 100 bilhões classificados como “independentes” e chegaram quase todos juntos, de uma única tacada, para serem administrados dentro das carteiras da REAG. É naquele poço de águas turvas onde se localiza o filão de problemas capaz de ainda provocar novos e intensos abalos no mercado financeiro. Os liquidantes fiduciários da REAG estão revelando os verdadeiros donos de todos esses fundos para o Banco Central, para a Receita Federal e para a PF.

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