Para acabar com o golpismo, é preciso nomeá-lo

Carta patética de Flávio Bolsonaro e rejeição da sociedade dão recado ao jornalismo declaratório

Segunda-feira, 26 de outubro de 2026. Ao despertar, é provável que o seu primeiro pensamento tenha sido sobre o resultado nas eleições. Depois, uma sensação de alívio: a extrema direita foi derrotada nas urnas. É possível pensar num amanhã.

O Brasil se mostrou a nova trincheira de resistência ao fascismo na América Latina. Logo após o presidente Lula vencer as eleições, até países com lideranças alinhadas ao governo Trump reconheceram a vitória, com exceção de Javier Milei, na Argentina. Ainda assim, o doisladismo não foi extinto das manchetes. Ainda havia quem defendesse que Flávio era o “Bolsonaro que tomou vacina”. Não demorou 48 horas para que se reafirmasse o contrário.

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