Único governador eleito pelo PSDB no primeiro turno desse ano, João Henrique Caldas, o JHC, de Alagoas, deve mudar de legenda em breve. Há convites do PSD e do PSB para que se filie a esses partidos – levando junto, claro, a mulher, Marina Cândia, eleita senadora pela sigla. Além de Marina, o único outro senador tucano eleito pelo PSDB foi Plínio Valério, do Amazonas. Na Câmara o risco de extinção do tucanato é ainda mais elevado – escassos 11 deputados eleitos dentre os 513 da Casa Legislativa. Com uma bancada desse tamanho, minúscula, o fundo partidário do PSDB será reduzido e os diretórios estaduais e municipais terão de criar alternativas de autofinanciamento de suas estruturas – a seção nacional da legenda cortará subsídios de funcionamento. Aécio Neves, de Minas Gerais; Marconi Perilo, de Goiás e Tasso Jereissati e Ciro Gomes, caciques do “PSDB do Velho Testamento” não terão mandatos. Mais grave do que isso, nesses três estados, os tucanos elegeram um único e solitário deputado federal. A situação do partido que governou o Brasil por dois mandatos consecutivos, com Fernando Henrique Cardoso, e já comandou a Câmara dos Deputados com Aécio Neves, além de ter estabelecido um recorde de 28 anos de permanência no poder com sucessivos governadores eleitos em São Paulo, é de petição de miséria.
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