O resultado do primeiro turno acendeu um alerta na esquerda e nas demais forças progressistas da sociedade. Os números demonstraram que, a despeito de representar um dos mais graves retrocessos do nosso país, Flávio Bolsonaro é competitivo e chegou com fôlego no segundo turno da disputa presidencial. A possibilidade da extrema direita retornar ao Palácio do Planalto despertou a sociedade e, agora, a campanha do presidente Lula é conduzida pelo povo nas ruas, com organicidade, espírito de urgência e disposição política.
Quem puxa esse movimento popular são os estudantes. Nas primeiras horas após o primeiro turno, fóruns virtuais, grupos no WhatsApp e publicações nas redes mobilizaram uma ampla quantidade de apoiadores do presidente. Nas universidades públicas, as mobilizações ganharam contornos presenciais. No Recife, cidade de onde escrevo este artigo, estive presente na primeira assembleia dos estudantes, que foi organizada com a expectativa de traçar um plano de ações e acabou se transformando em um grande ato, que nos apontou caminhos e fôlego para construirmos o espírito necessário para a virada de Lula nas urnas.