Num segundo turno apertado, as esquerdas voltaram às ruas de forma diversa, popular e ampla. À frente delas estão as juventudes, que saíram das redes, das escolas e das universidades dispostas a não entregar o futuro à extrema direita.
As urnas do primeiro turno não revelaram um Brasil de maioria de extrema direita. Revelaram um Brasil em disputa. Flávio Bolsonaro terminou com 47% dos votos válidos e Lula, com 45%: uma diferença de 2,2 milhões de votos num universo de quase 120 milhões. A rejeição também está dividida. Segundo a pesquisa Quaest divulgada em 14/10, 54% dos eleitores rejeitam Flávio e 53% rejeitam Lula. Quem vencer em 25 de outubro vencerá por uma margem apertada.