A ameaça do final dos tempos?

Como fazer frente a essa distopia que começa a se converter em nosso dia a dia?

Em março de 2026, Peter Thiel realizou em Roma uma série de conferências privadas sobre a Bíblia, o apocalipse e o Anticristo. Os debates não foram abertos ao público; contamos, porém, com uma análise realizada pelo padre jesuíta e teólogo italiano Antonio Spadaro. A reflexão de Thiel dependia de seu entendimento do conceito de katechon:

“(…) o katechon, que significa literalmente ‘aquele que detém’. Ele aparece apenas duas vezes na Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (2,6-7), onde o apóstolo descreve uma força misteriosa que retarda a manifestação daquilo que ele chama de ‘mistério da iniquidade’: isto é, a plena irrupção do mal na história. Ao longo dos séculos, teólogos identificaram essa força de contenção de diversas maneiras: o Império Romano, a Igreja, o Estado cristão, a autoridade legítima em si. É um conceito que permeou toda a história do pensamento político cristão, de Tertuliano a Agostinho, até o jurista alemão Carl Schmitt no século 20”.

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