Há uma dança de cadeiras no marketing político baiano

Fotógrafo de carreira, jornalista de profissão e publicitário de ofício, Sérgio Guerra repaginou Jerônimo Rodrigues e caminha para virar uma eleição que parecia perdida para o PT

Ex-governadores, candidatos ao Senado numa chapa puro-sangue do Partido dos Trabalhadores, o ex-ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, que tenta a reeleição, foram obrigados a abdicar do comando da campanha eleitoral do PT na Bahia em razão de suas relações excessivamente próximas e bastante imprudentes com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Governador que tinha se resignado a passar todos os três anos e meio de mandato à sombra da efígie dos antecessores, Jerônimo Rodrigues parecia inseguro e pouco à vontade nos primeiros meses da corrida sucessória deste ano. Agora, porém, ao mesmo tempo em que se prepara para consolidar a ultrapassagem sobre o adversário ACM Neto (União Brasil) nos índices de intenção de voto, Rodrigues nem parece a personagem meio acanhada e claudicante do início da campanha.

Nos debates, o candidato à reeleição ao governo baiano costuma triturar o ímpeto arengueiro de “Neto”, como o marqueteiro adversário, João Santana, tenta identificar popularmente o cliente a fim de lhe tirar o rótulo de “herdeiro do avô”, Antonio Carlos Magalhães. Com ironia na medida certa, números da própria gestão na ponta da língua e argumentos sempre precisos para explicar o que não foi feito e por que não foi feito o que deveria ter sido entregue no mandato em curso, Jerônimo Rodrigues até parece outra pessoa em cima dos palanques e nas telas da campanha eletrônica. O artífice da mudança foi o fotógrafo e documentarista baiano Sérgio Guerra, que estava radicado em Angola havia quase 30 anos e retornou de vez a Salvador no início de 2026 para deslocar as antigas agências de publicidade que trabalhavam para o PT local e tocar verticalmente o marketing on line e off line do governador que tenta a reeleição para emplacar 24 anos do partido no poder no Palácio Ondina.

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