Zumví: a trajetória política e estética de um acervo fotográfico negro

Exposição traz cerca de 400 imagens que registram a vida negra baiana a partir de experiências próprias

Quando o artista Lázaro Roberto começou a circular com sua câmera pela Feira de São Joaquim, na Cidade Baixa, em Salvador, feirantes de um dos maiores mercados de rua do país o abordavam para indagar se ele tinha “virado branco”.

“Você vai vender minha foto no Pelourinho?” ou “Vai fazer o que com a minha imagem?” foram algumas das perguntas que ele ouviu em suas incursões iniciais, entre o final dos anos 1980 e o início da década de 1990. “Me chamavam de turista”, recorda Lázaro. “Na Bahia, existia uma hegemonia branca na fotografia, representada pela família Cravo e por Pierre Verger.”

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