O câncer de pele está entre os tumores mais relevantes para a saúde pública. No Brasil, o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais incidente, correspondendo a cerca de 31,3% de todos os casos estimados, como já detalhei em artigo publicado no ICL Notícias. Já o melanoma, embora menos frequente, merece atenção especial por apresentar comportamento mais agressivo e maior capacidade de disseminação para outros órgãos.
É justamente contra essa forma mais agressiva de câncer de pele que surge um dos resultados mais promissores da atual pesquisa em imunoterapia. Em 19/8, a Merck e a Moderna anunciaram resultados positivos de um estudo clínico de fase 3 que avaliou uma terapia personalizada baseada em RNA mensageiro (mRNA), chamada intismeran autogene, também conhecida como V940 ou mRNA-4157, em combinação com o pembrolizumabe (KEYTRUDA).