Em meio às fricções de um mundo em colapso e da policrise do capitalismo, Donald Trump voltou à Casa Branca ainda mais fascista e autoritário. Logo no primeiro dia de governo, uma série de ordens executivas foi implementada, de forma totalmente unilateral, demonstrando que, a partir daquele momento, entraria em vigor um modelo autocrático de caráter neofascista ainda mais radical do que o adotado no governo anterior.
Entre as medidas tomadas em 20 de janeiro de 2025, uma deixou claro que uma minoria seria duramente perseguida no segundo mandato do republicano. A ordem executiva 14168 desfez o reconhecimento de documentos retificados de pessoas trans e determinou que os órgãos estatais levassem em consideração apenas o sexo biológico de um indivíduo, classificado por Trump como “imutável”. O documento, que foi na contramão de conquistas históricas do movimento LGBTQIA+, seria apenas o primeiro de uma série de retrocessos e ataques a pessoas dissidentes de gênero, que inclui desde banimento nos esportes até proposta de despejo de abrigos.