O mundo está mudando e talvez seja para pior

Declarações de Trump apontam para um novo patamar de normalização do absurdo

Nas relações internacionais e em outras ciências sociais, chamamos de “conjunturas críticas” os períodos relativamente breves em que mudanças drásticas ocorrem, abalando as principais instituições da ordem mundial e, consequentemente, gerando efeitos duradouros para as sociedades ao redor do planeta. O mundo em que vivemos hoje já não é o mesmo do início de 2026. Donald Trump prometeu mudar o mundo (e está cumprindo). É verdade que não será o mundo que ele idealizou, mas a mudança é inegável.

Para ilustrar esse novo cenário, nada é mais simbólico do que os eventos recentes no Oriente Médio. Na noite de 7 de abril, pouco antes do prazo que ele próprio havia estabelecido, o presidente dos Estados Unidos anunciou um cessar-fogo de 15 dias. Diante disso, surge uma pergunta inevitável: quem ganhou e quem perdeu com esse conflito? Ainda há incertezas sobre os termos reais desse cessar-fogo, mas já é possível traçar alguns cenários para entender como fica o tabuleiro geopolítico global.

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