A força-tarefa militar do governo brasileiro criada para auxiliar a Venezuela a se reerguer depois dos terremotos de até 7,5 graus na escala Richter (que vai até 9) já conta com 170 integrantes. Em linha com o Ministério da Casa Civil, os militares estruturam e potencializam a ajuda que as maiores corporações privadas brasileiras atuando em território venezuelano podem oferecer neste momento.
Empresas como a JBS, a PetroReconcavo, a Eurofarma e a estatal Petrobrás, que têm interesses históricos nos mercados de óleo e gás e da área farmacêutica têm ofertado amplo apoio para levar água potável, instalações hospitalares de campanha, geradores de energia, equipamentos de telecomunicações e… cal. Nesta última semana, o governo da Venezuela pediu prioritariamente o envio de cal a fim de cobrir vastas áreas de ruínas sob cujos escombros podem haver corpos em acelerado processo de decomposição. O calcário da cal, em alta concentração, desidrata as células e “seca” os cadáveres, reduzindo bastante o mau cheiro e a proliferação de bactérias.