A relação de amizade fraternal entre Jorge Messias, advogado-geral da União, e o ministro “terrivelmente evangélico” e avassaladoramente bolsonarista do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, parecia ser um diferencial competitivo para o pernambucano disputar a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso da Corte Constitucional. Não é mais. As revelações da ligação de Mendonça com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a adesão dele às reiteradas tentativas de cassação de colegas do STF e a ação mal sucedida do magistrado contra o diretor-geral da Polícia Federal, uniram-se à implicância do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no rol de motivos que fizeram o presidente Lula firmar posição de desistir de indicar Messias novamente à apreciação dos senadores. O petista desapegou totalmente de seu AGU. Agora, terminada a campanha, tratará de fazer nova indicação para a vaga de Barroso – vença ou perca a disputa pela reeleição. Há alternativas mais marcantemente egressas do mundo jurídico na cabeça dele. Porém, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passaram a frequentar o universo de possibilidades. Ambos têm formação acadêmica em Direito e atuam profissionalmente como advogados também. Haddad, mais inclinado para a Filosofia do Direito e Tebet para o Direito Constitucional. O nome dela é mais palatável a passar rapidamente no Senado, posto ter sido senadora pelo MDB do Mato Groso do Sul, e à oposição – além de ser mulher e, assim, atender à justa reivindicação de ampliação de espaços para atuação feminina nas instituições de poder. Tendo recebido um nome apto a ser sabatinado rapidamente, Davi Alcolumbre não se opôs a ajudar o presidente no sucesso dessa nova indicação tão logo sejam fechadas as urnas.
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