Nunca antes na história da república brasileira um projeto de lei havia sido aprovado por placar tão acachapante como os 493 votos a favor, e nenhum contra, colhidos pela proposta que reajusta a tabela de descontos do Imposto de Renda e a torna socialmente mais justa. Também escala progressivamente para cobrar ao menos 10% e impostos dos super-ricos.
Haverá quem diga que estou errado, que sou uma Pollyana da política, mas reafirmo o escrito na última terça-feira, 30/09, em minha coluna no portal do ICL: tamanho placar, a concórdia de extremos que pareciam fadados a jamais caminharem juntos, só ocorreu porque as sentenças exemplares exaradas na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal contra o “núcleo crucial golpista” do 8 de janeiro de 2023 foram anunciadas aos réus sob a mais tranquila normalidade democrática. E aquilo só se deu razão de o Estado de Direito vigorar plenamente. Tudo foi amalgamado pelo carisma insofismável do presidente Lula e pelo eco das manifestações do 21 de setembro nas ruas de todo o país. Vencemos, enfim. O lado iluminado da força que é a sociedade civil em ação venceu. Celebremos.