Milhares e até milhões de aplicativos e serviços do mundo dependem das corporações tecnológicas transnacionais. Por isso, qualquer instabilidade que ocorra nas atividades dessas empresas afeta e interfere no sistema global. Nestes casos, alguns aplicativos até param de funcionar por períodos significativos, impactando os usuários de forma abrangente. O Brasil não está imune a isto.
Sem dúvida, é cada vez mais evidente a necessidade de independência e autonomia tecnológica nestes temas, além, é claro, de domínio e expertise nas chamadas tecnologias críticas, que abarcam áreas decisivas para a manutenção da soberania de países e regiões. Os novos tempos já revelam fortes vestígios de que modelos de mera reprimarização da economia e do mais puro extrativismo aprofundam a submissão e a dependência cientifico-técnica, além de impulsionarem a subordinação a interesses nada recomendáveis.