Sempre que uma certa cultura entra em crise, surgem relatos de fim de mundo. Muitos confundem o fim de sua cultura com o fim do mundo todo, o que é uma ilusão de ótica. É o fim de seu mundo cultural e não da totalidade do mundo. Isso ocorria no passado.
Na nossa época, a situação mudou totalmente. Experimentamos, em 1945, o lançamento de duas simples bombas atômicas sobre o Japão, que produziram uma devastação inimaginável. Irrompeu na consciência humana até em pessoas altamente qualificadas como Paul Sartre e o grande historiador Arnold Toynbee, que chegou a dizer: “Não precisamos da intervenção de Deus para realizar um apocalipse; a nossa geração está assistindo à possibilidade de destruirmos a nós mesmos”.