Javier Milei assumiu a presidência da Argentina há pouco mais de dois anos com a promessa grandiloquente de refundar o país. Como parte do seu discurso, tantas vezes messiânico, advém também o dito programa de transformação econômica, que tem como um de seus pilares a nova lei trabalhista.
A legislação elimina direitos conquistados pelos trabalhadores, como a redução das indenizações por demissão, em prol de uma flexibilização, que, na teoria, visa atacar, principalmente, o alto índice de trabalho informal no país (na casa de 40%). Há 12 anos, a criação de emprego formal está estancada. Neste quadro, a reforma permitiria um laço, talvez, fundamental para um governo de ultradireita ao tentar satisfazer grupos empresariais.