“Qual é o pior momento do ateu?”

O agradecimento é um sentimento radicalmente humano

“O pior momento do ateu é aquele no qual sente a necessidade de agradecer e não sabe a quem”. Esta frase não é minha, mas de C. K. Chesterton (1874-1936), grande escritor inglês, tido como o “príncipe do paradoxo”, admirado por Alceu Amoroso Lima, Gilberto Freire e, principalmente, Gustavo Corção.

Como todo ser humano, o ateu deve ser respeitado em sua opção. Mas acontecem situações na vida, pouco importam as opções, nas quais o sentimento de gratidão se faz imperativo. Não porque o queiramos ou não. Mas por uma força intrínseca ao fato. Para tais casos há várias respostas. Insuficiente é o acaso, que, para Einstein ,expressava apenas a nossa ignorância. Outros o atribuem à sorte. Mas essa é tão pouco esclarecedora, pois seria como dizer: ”Por sorte, meu time de estimação não foi rebaixado”. Mas há momentos mais dramáticos, onde se impõe uma resposta espontânea: o agradecimento imperioso a Alguém maior.

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