Guimarães tentou o céu no Ceará e caiu ao inferno em Brasília

Líder do PT na Câmara dos Deputados tem dificuldades para tornar viácvel candidatura a senador e também vê se agigantarem reclamações por mau desempenho no partido
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Líder do governo na Câmara, o deputado cearense José Guimarães (PT) nunca escondeu a ambição de se eleger senador em 2026. Quando foi senador pelo Rio de Janeiro, o antropólogo Darcy Ribeiro dizia que Oscar Niemeyer planejou tapetes azuis para os salões principais do Senado Federal a fim de torná-los ainda mais parecidos com “o céu”. Nos últimos três anos, Guimarães trabalhou diuturnamente para chegar lá. Talvez tenha sido insuficiente: o PT do Ceará nega-lhe a vaga e o acusa de provocar desentendimento com aliados estaduais fundamentais para a já difícil campanha de reeleição do governador Elmano Freitas.

No PT nacional, que José Guimarães tentou presidir antes de ficar claro o nome de Edinho Silva como imposição do presidente Lula, o filme do deputado cearense também está queimado. Como compensação à presidência nacional da sigla perdida para Edinho, ele foi colocado no pesado posto de coordenador nacional de alianças eleitorais de 2026. A posição, que em eleições anteriores já pertenceu a personalidades partidárias como José Dirceu, João Paulo Cunha e o próprio Edinho, exige abnegação e trabalho diuturno junto a diretórios estaduais e a legendas aliadas. O desempenho de Guimarães no cargo é considerado aquém do esperado e o PT patina na celebração de diversas coligações nos estados.

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