As recentes ações de Donald Trump contra países da América Latina, em especial Colômbia, Venezuela e Brasil, não têm fundamento real nas justificativas oficiais. Não se trata de meras reações a dinâmicas regionais. Elas fazem parte de uma estratégia calculada de provocação e desestabilização dos governos progressistas do continente, com o objetivo de influenciar eleições para eleger governos aliados subservientes e de ultradireita.
Desde seu retorno à cena política com o discurso de retomar a grandeza dos Estados Unidos, Trump tem recolocado em prática a lógica da Doutrina Monroe, formulada em 1823 pelo então presidente norte-americano James Monroe.