Recentemente, numa reunião de obreiros da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), na sede da Assembleia de Deus Ministério do Belém, o pastor José Wellington Bezerra da Costa convocou os fiéis para orarem pelo senador Flávio Bolsonaro. Na oração, pediu a Deus para transformar o atual pré-candidato em presidente da República.
Mas, situações como essas não são exclusividade do pleito deste ano. A propaganda eleitoral nas igrejas – prática vedada pela Lei das Eleições de 1997 (nº 9.504/1997) – não é uma violação da laicidade do Estado, mas impacta de forma profunda na execução dos princípios laicos. É através do uso eleitoral dos templos religiosos que são eleitos os parlamentares que atacam esses mesmos princípios.