O controle dos oceanos foi sempre um aspecto fundamental na geopolítica e na construção de impérios. No século 21, esses mares voltam a ser cúmplices e teatro da cobiça pelo poder. Pilar fundamental da defesa contemporânea, as rotas marítimas são, hoje, alvos de uma acirrada disputa entre os EUA e a China.
Se, na Venezuela, o sequestro de Nicolás Maduro por parte do governo de Donald Trump resultou no fim do abastecimento de petróleo a preços subsidiados para a economia chinesa, uma decisão adotada há uma semana – sem disparar um só tiro – minou a influência de Pequim sobre o Canal do Panamá. Em jogo, está o controle dos mares.